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Painel aborda jornalismo como ferramenta de garantia de Direitos Humanos

  • Foto do escritor: EntreFocos
    EntreFocos
  • 29 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Evento integrou cronograma da Semana da Comunicação da Fapcom, que comemora os 20 anos


Marcela Muniz e Cibele Fiuza


Fátima destacou a importância da transparência e comunicação pública em momentos de crise sanitária | Marcela Muniz
Fátima destacou a importância da transparência e comunicação pública em momentos de crise sanitária | Marcela Muniz

O painel "Comunicação e Direitos Humanos", realizado nesta quarta-feira (29), na II Semana da Comunicação, reuniu grandes profissionais do jornalismo com diferentes trajetórias, mas conectadas pelo compromisso e responsabilidade social da informação.


Fátima Brito, que atuou como gestora de comunicação na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo durante a pandemia, relembrou o período em que a cidade enfrentou seu maior desafio sanitário. Fátima relatou que o volume de demandas de imprensa saltou de 600 para quase quatro mil por mês, exigindo plantões 24 horas, criação de boletins diários e novos fluxos de atendimento.


Na palestra, a comunicadora destacou como a transparência e a agilidade eram fundamentais, ao se comunicar com o público, para evitar pânico, em um período em que “cada minuto era precioso”, afirmou.


Belarmino ressaltou a importância da escuta como ferramenta essencial do jornalista | Marcela Muniz
Belarmino ressaltou a importância da escuta como ferramenta essencial do jornalista | Marcela Muniz

Em seguida, Guilherme Belarmino, repórter do Fantástico e do Profissão Repórter, compartilhou histórias que marcaram a carreira e reforçou que algumas reportagens ainda são muito especiais para o repórter, mesmo após a transmissão, como seu documentário sobre MC Daleste.


Ele explicou que a profissão de jornalista cumpre dois papéis inseparáveis: promover direitos, informando a população sobre seus acessos e serviços, como o trabalho da Defensoria e a importância do SUS e denunciar violações, quando atingem grupos vulneráveis, como moradores de periferias e minorias.


Para o repórter, o jornalista não pode ignorar abusos ou injustiças. “Se a gente conseguir, em cada cobertura, promover direitos e denunciar violações, estaremos fazendo bem aquilo a que nos propusemos.” A fala reforça o tema da palestra, que reafirma o jornalismo e a comunicação como agentes fundamentais na defesa da dignidade humana. 


Com décadas de experiência na cobertura policial na Globo, o jornalista Valmir Salaro, refletiu sobre os desafios psicológicos presentes em áreas como o jornalismo policial e reforçou que a busca pela verdade exige uma investigação cuidadosa. Ao revisitar erros do passado, como o caso Escola Base, classificou o episódio como uma lição sobre responsabilidade para comunicar, alertando que repórteres devem “desconfiar até de si mesmos” para evitar injustiças.


O conselho de Salaro pode ser relacionado com o caso atual da operação no Rio de Janeiro, a partir do ponto de vista do colega - Belarmino o acompanhou em diversos trabalhos -, que sinalizou que a população permanece sem saber exatamente o que aconteceu e quem são as vítimas, já que apenas os mortos e os policiais envolvidos conhecem a verdade.


Salaro (à esq.) utilizou o caso da Escola Base como alerta para as novas gerações | Marcela Muniz
Salaro (à esq.) utilizou o caso da Escola Base como alerta para as novas gerações | Marcela Muniz

Valmir Salaro destacou a importância da realização da II Semana da Comunicação na Fapcom, comentando que “esse contato com estudantes é o mais legal. Eu aprendo mais com vocês do que vocês comigo”.








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