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Eleições nos Estados Unidos colocam a Islamofobia no radar de especialistas

  • Foto do escritor: Portal EntreFocos
    Portal EntreFocos
  • 5 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de dez. de 2025

Novo prefeito de Nova Iorque pode ser bode expiatório para preconceitos ainda maiores


Pedro Ian Santos Antonelli

Supervisão: Prof. Antônio Iraildo Alves de Brito


No último dia 5 de novembro, Zohan Mandani (democrata) “socialista democrático” e muçulmano de origem na região de Khoja, na Índia, foi eleito prefeito de Nova York. O democrata esteve atrás nas pesquisas durante praticamente todo o pleito, mas nos últimos dois meses conseguiu uma grandiosa virada, superando Andrew Cuomo (Independente) e Curtis Sliwa (Republicano).

Antes de ser eleito prefeito de Nova York, Zohan Mandani atuava como deputado estadual e representava parte do bairro Queens | Divulgação
Antes de ser eleito prefeito de Nova York, Zohan Mandani atuava como deputado estadual e representava parte do bairro Queens | Divulgação

Sua campanha foi focada em pontos fundamentais como o alto preço dos aluguéis na cidade, o atendimento público de saúde às crianças com menos de 10 anos e a tarifa zero no transporte público. Estas propostas ganharam a mente e os corações dos Nova Iorquinos no geral, mas gerou raiva aos conservadores e republicanos.


Além de suas propostas alternativas, outra coisa gerou desconforto para a ala mais conservadora da sociedade Nova Iorquina, o fato de Mandani ser assumidamente socialista, mas principalmente por ser de origem Indiana e Muçulmano.


Desde que começou a crescer nas pesquisas, a internet foi inundada por publicações islamofóbicas e xenófobas. “Vamos ter um jihadista como prefeito! Eu não acredito” e “Nova Iorque, a primeira ditadura marxista-jihadista do mundo” foram algumas das afirmações feitas por internautas em redes sociais, principalmente no X.


Para o pesquisador da Escola de Direito de Yale, Andrew Burt “quando os norte-americanos perdem o sentido de quem são, agridem aqueles que são percebidos como ameaças, criando listas negras, bodes expiatórios, conspirações ou acobertamentos”


Historicamente, a sociedade norte-americana responde a crises sociais e econômicas criando esse tipo de narrativa. O presidente Roosevelt em 1941, quando Pearl Harbor foi atacada por uma esquadra de bombardeiros japoneses, teve como uma de suas primeiras ações iniciar o encarceramento de cidadãos americanos-japoneses e japoneses imigrantes por todo país. Ou quando, em 11 de setembro de 2001, com o ataque às Torres Gêmeas, se iniciou um ataque massivo contra pessoas de origem árabe e islâmica, incentivado inclusive, pela própria administração da Casa Branca à época, George W. Bush.


O Islã é uma das maiores religiões do mundo. Com uma história muito rica, hoje está em praticamente todo o globo. Talvez seja hora, de não só os Estados Unidos da América, vencerem seus preconceitos, mas também de todo o mundo ocidental.  “Não lutamos por integração ou por separação. Lutamos para sermos reconhecidos como seres humanos.” Disse Al Hajj Malik Al-Habazz ou Malcom X uma das mais importantes figuras da luta pelos Direitos Civis da comunidade negra nos EUA e fundador da Nação do Islã.


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